10 de Agosto 2016 - Expensive Soul diretamente de Leça da Palmeira para o Festival do Marisco

Os Expensive Soul – grupo composto por Demo e New Max –, de Leça da Palmeira, percorrem algumas centenas de quilómetros até Olhão para fazerem vibrar os milhares de fãs que os esperam no Festival do Marisco na noite de 10 de agosto e prometem encantar, entre outros temas, com O Amor É Mágico.

Começaram o seu percurso em 1999 e em 2004 começaram a ser conhecidos, com a edição do seu primeiro álbum "B.I." Apesar disso, só em 2010 acontece o verdadeiro grande boom com O Amor É Mágico, do álbum “Utopia”.

Nessa altura, em 2010, os Expensive Soul estavam prontos "para o que desse e viesse". Era o 11º ano de uma carreira feita de crença e perseverança, que incluíra o investimento próprio na gravação de estreia e a auto-edição, mas em compensação já deixavam a sua marca com temas como Eu Não Sei, Brilho, 13 Mulheres e outros.

Partindo do hip hop e do reggae, Demo e New Max evoluíram para uma linha cada vez mais próxima do R&B, em dois álbuns e centenas de concertos e actuações de norte a sul do país. Mas seis anos depois do segundo disco "Alma Cara", o duo de Leça da Palmeira voltara à estaca zero: sem editora e recorrendo aos seus próprios meios.

"Utopia" foi lançado em maio de 2010 com o festivo primeiro single O Amor É Mágico a crescer sustentadamente na rádio; foram seis meses de intenso trabalho de promoção, transformando-se o tema no maior sucesso do ano. Os dados estavam lançados e 2011 prometia ser um ano ímpar na carreira do duo. Um segundo single – Dou-te Nada – ganha um belíssimo vídeo filmado em Barcelona e aumenta o "buzz" à volta do álbum "Utopia", que se passeia entre os 20 mais vendidos em Portugal.

A compensação do trabalho árduo chega sob a forma de prémios e convites enriquecedores: trabalham com GNR, Kika, Rui Veloso, Teratron ou Zé Ricardo; escrevem e gravam o hino da recém-nascida SIC K; gravam a versão portuguesa do Rock In Rio, para onde são convidados pela terceira vez; são nomeados para prémios como MTV, MySpace ou Adidas Trends e vencem os Globos de Ouro da SIC.

2012 continua em alta sob o signo de "Utopia", com a agenda de concertos cheia. Em junho, são 35 mil os que aplaudem o grupo na abertura do Palco Mundo do Rock In Rio Lisboa, pouco antes de a rádio pegar em mais um tema a que os Expensive Soul dão brilho: Mr. Dow Jones de Rui Veloso. Em Maio de 2013 voltam a vencer os Globos de Ouro como "Melhor Grupo Nacional".

O duo de Leça da Palmeira lança, em junho de 2014, o seu quarto álbum de originais, “Sonhador”, que contém dois dos sucessos mais recentes: Cupido e Que Saudade. O álbum foi gravado ao longo do ano anterior com mais de 20 músicos a participarem em simultâneo na maioria das canções. A produção é de New Max, que assina também todas as músicas e letras enquanto Demo escreve as magníficas rimas. Chega em junho às lojas com um total de 11 canções. É soul music cantada em português, oscilando entre os sensuais midtempos e os grooves mais dançáveis. O amor continua sempre presente mas aqui e ali há uma mensagem de inconformismo que vai passando, como em Progresso, o tema que abre o disco.

A toada ativista sobressai noutros temas, como Lição, Agora é de Vez e Sonhador, uma das canções "escondidas" depois do alinhamento. Já Cupido é a canção de amor sem pretensões a mais, uma celebração rítmica de melodia fresca em que as cordas, metais e vozes se entrelaçam alegremente.
Se, pela altura do segundo álbum, "Alma Cara", o radialista Álvaro Costa mencionava a Soul City e, com "Utopia", os Expensive Soul fizeram de Portugal a Soul Nation, resta saber até onde este quarto disco, "Sonhador", levará o sonho.